6/30/2013

Just Like a Dream Cap 65 - Cadê? ~Maratona



Juuh’s POV

Hum? Que música é essa?
Após alguns segundos raciocinando pude identificar o toque chato do meu celular. Mas, eu ainda não tinha acordado... Na verdade eu tinha, só não queria abrir meus olhos.
- Alô? – escutei outra voz no quarto. Impossível confundir aquele carregado sotaque irlandês, onde até em um “Alô” era possível distinguir sua terra natal – Hum, ela não pode falar – é. Eu ainda não tinha abrido meus olhos – Ok, eu aviso. Tchau.
Logo aquele peso perdido voltou, e ainda fingido que dormia, abracei seu peitoral (nu por sinal) e senti seu olhar sobe mim.
- Você não esta dormindo – sorri evitando uma risada.
- Eu to sim. Olha meu olho fechado – Niall riu de mim.
- Bom dia flor do dia! – beijou minha testa e aí sim eu abri meus olhos, com tal dificuldade.
- Bom dia Nialler!
- Você me fez acordar, sair do meu canto quentinho para atender seu bendito celular? Sacanagem Pacces, sacanagem.
- Eu não. Eu teria que fazer a mesma coisa... Então pense pelo lado bom: você me livrou de tuuuudo isso – sorri feito anjo, finalmente levando meu olhar a ele.
Seus olhos azuis brilhavam mais que o normal e seus cabelos louros oxigenados estavam bagunçados de um jeito bem rebelde e sexy. Suas bochechas levemente coradas e seu cheiro de cobertor  com perfume masculino o deixavam mais sexy ainda. Ai como meu namorado é lindo.
- Que foi? – ele perguntou dando um sorriso tímido em seguida.
- Alguém já te falou alguma vez na vida o quanto é bonito?
- Já... Minha mãe conta?
- Não.
- Fãs?
- Também não.
- Então não – fez uma cara de pamonha linda e eu ri.
- Você é lindo! – disse e abracei seu pescoço inalando aquele cheiro de cobertor. Ai como amo esse cheiro.
- Você é mais.
- Eu sei – dei de ombros e ele riu – Vamos comer? Eu to com fome? – fiz uma careta após ouvir minha barriga produzir um som misteriosamente estranho de fome. Niall gargalhou altamente.
- Eu também estou... Panquecas?
- Panquecas! – dei um pulo da cama e peguei a camiseta do Niall que estava no chão do quarto, vestindo-a.
- Awn, você fica tão sexy com minha blusa.
- Falando em sexy... Você precisa lavar essa coisa, jaja ta andando sozinha – brinquei fazendo cara de nojo, Niall mostrou a língua.
Ele colocou uma bermuda e eu implorei pra ele me levar para baixo devido a minha doença totalmente grave chamada preguecite aguda. É rara e fatal, cuidado crianças. Niall abaixou e eu subi em suas costas, sendo levada tranquilamente para a cozinha.
- Chegamos! – ele disse com a voz rouca e me pôs no chão.
- Nossa Niall, já cansou? Você mó desceu as escadas – ele me lançou um olhar mortal e eu ri com minha risada escandalosa [N/Danny: nunca vou esquecer essa risada... Ela me aterroriza até hoje] [N/Juuh: OOOOOI DANNY!] [N/Danny: OOOOI JUUUH].
- Ok... Como se faz panqueca? – Ah, Deuso. Não acredito. Lancei um olhar de “Como assim você não sabe fazer panqueca?”.
- Eu faço tudo nessa casa.
- Oxi, essa casa é minha criatura... Vai ou não me ensinar a fazer panqueca?
- Hum, ok – peguei o liquidificar e os ingredientes para fazer a massa da panqueca tão querida.
Deu que nossa massa não deu muito certo e o liquidificador acabou explodindo... Foi bem engraçado, tirando o fato de termos que limpar tudo e não comer panquecas.  Coloquei uma roupa mais apropriada e fomos ao Starbucks, era bem mais fácil.
- E você me desdenhando por que eu não sabia fazer panquecas...
- Ué, eu sei fazer panqueca, mas nunca disse que fazia bem! – ele riu e mostrou a língua – eu não gosto dessa língua – ele arqueou a sobrancelha.
- Não era isso que parecia ontem a noite – sorriu malicioso me fazendo corar rapidamente – hahaha que bonitinha, você corou!
- Haha muito engraçado. Até me deu câncer no pulmão – disse e dei uma mordida no meu bolinho - Besta!
- Vamos? – perguntou assim que terminamos e eu concordei.
- Me leva pra casa?
- Uhum – ele concordou e fomos para seu Audi A4 branco.
Niall me deixou em casa e eu entrei saltitante já pensando em tomar um banho, colocar um pijama e ver maratona de séries o dia inteiro com a Elo. Geleia correu até mim quase me derrubando. Fiz carinho na sua cabeça e ele começou a latir, parecia preocupado. Talvez seja só impressão.
- Lo? – chamei ainda cantarolando a música que tocava na radio a alguns segundos – Eloooo eu cheguei desce aí! ELOOOOO! – mas que menina surda. Subi as escadas e entrei em seu quarto que estava totalmente arrumado. Estranhei, sempre tem alguma coisa jogada nele... Roupa, sapato, maquiagem, roupas intimas. Mas não tinha nada e a cama estava perfeitamente organizada... Coisa tem – Elo? – abri a porta do banheiro e não tinha ninguém lá, assim como quase nada.
Geleia apareceu e começou a chorar enquanto rodava em círculos. Peguei meu celular e liguei para ela. Chamou, chamou, chamou, chamou, chamou, caixa postal. Ok, isso não está cheirando nem um pouco bem.
- AU AU – Geleia me despertou - AU AU AU AUAUUU
- Que foi menino? – ele pulou na cama da Elo e continuou a latir – Você sabe aonde ela foi? – foi mais afirmação do que pergunta.

Ele pulou da cama e começou a arranhar o cesto de lixo, derrubando-o facilmente. Caíram vários papéis amaçados e eu abri um. Lição de física. Outro. Prova de biologia animal. Outra. Aí sim, não era nenhuma prova.

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