7/08/2014

Criminal Capítulo 15 - A little party never killed nobody



– Aí apareceu um dinossauro enorme, com umas oito pernas! Você tinha que ter visto, Hope, foi o sonho mais legal que eu... Hope? Hope? Hope! Está me escutando? EI! – os dedos de Louis passaram na frente dos meus olhos, desviando meu olhar para ele.
– O quê? – questionei-o um pouco alienada.
– Você ouviu o que eu disse?
– Ah, me desculpa, Louis! Estava pensando em outras coisas! – falei para ele, forçando um sorriso fraco – O que dizia?
– Esquece! – ele deu de ombros – Está muito distraída hoje... Aconteceu alguma coisa? – Louis perguntou, dando um gole no seu café fervente logo em seguida.
– Não é nada. Só é muita coisa atolada em minha cabeça... E eu não dormi muito bem essa noite! – dei de ombros, pegando um pãozinho em cima da mesa.
Estávamos tomando um café da tarde no camarim dos meninos. Eles tinham acabado de checar o som e estavam descansando alguns minutos, então eu e Louis decidimos comer alguma coisa para não ficarmos de estomago vazio até a hora do show. Eu não gostava da ideia de sair de perto de Zayn – tinha medo que algum individuo tentasse outra coisa com ele – mas achava que os garotos começaram a perceber algo de estranho.
– Termina logo esse café! Precisamos encontrar os meninos e...
– Hope! – Louis me olhou confuso – Acabamos de sentar! E pra que quer encontrar os meninos?
– Vocês precisam se arrumar para o show, ué.
– O show começa daqui umas oito horas! O portão nem abriu ainda! – ele colocou mais café em sua xícara – Sabe o que eu reparei hoje?
– Que o Harry é mais gay do que parece? – chutei, arrancando uma risada de Louis.
– Isso também... – ele concordou, coçando o queixo quem nem um sábio – Mas hoje você não saiu do lado do Zayn!
– Lógico! Eu sou a secretária! Preciso ficar perto de vocês!
– Mas eu não falei “nós”... Eu falei “Zayn”.
– Está imaginando coisas, Louis. – tentei disfarçar meu nervosismo comendo outro pãozinho – Eu não estou o dia inteiro do lado dele.
– Não está? – ele me desafiou com o olhar – Vocês foram no mesmo carro hoje.
– Não vejo problema nisso. Você também estava naquele carro.
– Você sentou do lado dele. – revirei meus olhos e encostei minhas costas no sofá – Almoçou com ele também.
– Almocei com VOCÊS!
– Você acompanhou ele até a porta do banheiro! – Louis disse indignado e eu percebi que o pão já havia acabado – E não me venha falar que é mentira porque eu vi!
– Olha... Louis, não é o que você está pensando.
– Eu não estou pensando nada – ele deu de ombros e abriu um sorriso malicioso discreto – Você não entrou no banheiro não?
– Louis! – ele soltou uma gargalhada – Claro que não! – observei brava ele colocar suco de uva num copo e me entregar – Duas coisas! – bebi um gole do suco – Primeiro, você é um idiota. E segundo, eu não estou perseguindo Zayn, se é o que acha... Somos só amigos conversando... O dia todo.
– Sabe mais o que me intriga? – ele levantou as costas da cadeira, me ignorando completamente – Ele não está nem um pouco incomodado! E Zayn ODEIA gente grudenta... Um motivo para ele e a Perrie não derem certo.
– Louis, você é um idiota.
– Já disse isso hoje... Umas oito vezes. Com essa, nove!
– Opa! Você é um idiota... E passamos para dez! Bati meu recorde!!
– Agora você que é uma idiota! – rimos mais uma vez e eu terminei de tomar meu suco – Quer você admita ou não, está rolando algo.
– Não está rolando nada entre mim e o...
– Oi, pessoal! – meus olhos passaram para a porta e eu vi Zayn parado nos encarando com um sorriso largo no rosto – Droga! Acabaram os pãezinhos! – ele se aproximou, sentando do meu lado no sofá.
Louis se segurava para não rir, eu conseguia ver sua cara ficar vermelha aos poucos, assim como eu sentia a minha, mas de vergonha. Imagine se eu terminasse de falar a frase? Que vergonha que seria!
– Quem comeu tudo? – Zayn fez um bico, olhando para nós dois.
– Sua namorada. – Louis respondeu apontando para mim e eu arregalei tanto meus olhos que pensei que eles pulariam para fora das órbitas – Opa... Escutaram? Harry me chama! JÁ ESTOU INDO, HARRY! – ele berrou, dando um último gole no café e saindo correndo, e rindo, pela porta.
Eu mataria Louis Tomlinson.
– Er... – Zayn limpou a garganta, olhando para mim – Beleza?
– Beleza. – sorri forçadamente, sentindo aquele clima tenso no ar. Será que perguntar sobre o tempo seria muito ruim?
– Vai ao pub com a gente hoje, né, Hope? – me senti aliviada por ele não ter perguntado sobre o tempo.
– Não. Eu passo.
– Uhu. Fico feliz que você vá! Vai ser ótimo! – ele sorriu, passando as mãos pelos cabelos levantados.
– Mas eu disse que eu...
– Você ia, eu sei.
– Não, eu não qu...
– Se deixar de fora? Por isso que vai!
– Será que... – ele ia começar a me interromper, mas levei minha mão para a sua boca, impedindo que ele fizesse – Pode me deixar completar uma frase? – ri fraco, indignada – Eu vou, certo? Mas nós vamos voltar rápido... E nada de ficar me empurrando para estranhos! Estou feliz solteira! AH! E vocês, nem pensem em me largar sozinha no bar enquanto estão por aí pegando meninas! – tirei, finalmente, minha mão de sua boca e ele sorriu, despenteando meus cabelos.
– Combinado.
...
– O que acha, Chanel? – perguntei para a gata que estava em cima da cama, limpando os próprios pelos com a língua – Eca. Não faz isso em cima da cama, gata porca! – ela miou brava de volta e eu lhe mostrei a língua.
Virei meu corpo para o espelho e encarei meu reflexo. Usava uma calça jeans preta colada, meu all star branco, uma blusa branca de alcinha que deixava metade de minha barriga de fora e vesti um colete preto por cima, só para não chamar muito a atenção. Meus cabelos estavam presos num rabo de cavalo e minha maquiagem era muito simples, a única coisa que se destacava era meu batom vermelho, o único que gostava.
Eu estava legal... Quer dizer, não era um vestido-super-colado-que-contribuía-para-mostrar-minha-bunda-pra-quando-eu-descesse-até-o-chão, mas estava bom. E eu também não desceria até o chão... E ninguém ligaria para a faixa em meu pulso... Esperava.
A última vez que fui a um pub foi no ano anterior, em um dia que eu tinha bebido umas duas garrafas de cerveja sozinha e quando me dei conta estava sentada num bar, contado minha história amorosa para um barman gay enquanto uma música extremamente alta fazia as pessoas dançarem em minha volta.
Eu me odiava por aquilo.
Duas batidas foram depositadas na porta e eu fui até ela, girando a maçaneta. Um Niall e um Liam totalmente arrumados e cheirosos sorriram para mim.
– Hooooope! – Niall fez uma pose homossexual, me abraçando.
– Oi. – respondi normal, olhando-o estranho – Esperem. Vou pegar meu celular. – voltei para o quarto rapidamente, guardando meu celular numa bolsinha junto com meus documentos falsos – Pronto. – apaguei a luz e tranquei a porta, deixando Chanel sozinha outra vez.
– Você tá um máximo, Hope! – Liam disse sincero e eu senti minhas bochechas corarem.
 – Não achou que ficou muito vulgar com a barriga de fora? – perguntei um pouco receosa, acompanhando os dois até o elevador.
– Se isso é vulgar não quero nem pensar o que seria uma minissaia! Você está sexy sem ser vulgar! – Niall disse apertando o botão do térreo e senti minhas bochechas ficarem mais vermelhas.
– Obrigada, meninos. – agradeci sem consegui encara-los, estava muito envergonhada, credo!
O elevador se abriu revelando o saguão. Nós três andamos até o sofá onde Harry, Louis e Zayn nos aguardavam conversando. Eles pararam de falar imediatamente, se levantando e juro para vocês, juro mesmo, que senti que todos os olhares estão direcionados para mim. Eu não gostava daquela sensação, ser o centro das atenções não me agradava.
– Er... – limpei a garganta – Vamos ou não...?
– Ah, tá! – eles pararam de me encarar e todos nós seguimos para a saída do hotel.
Na porta havia uns 5 seguranças nos aguardando – com as minhas ordens – assim como vários paparazzi, soltando flashes para tudo que era canto. Eu particularmente achava aquilo muito desagradável, mas estava começando a me acostumar com as luzes fortes na minha cara... Ou quase isso.
Entramos no único carro preto que nos aguardava e me senti aliviada quando as luzes, e vozes, foram abafadas pelos vidros totalmente pretos. Certo, talvez eu não estivesse tão acostumada assim.
– Eu não gosto disso. – comentei estática.
– Um dia você se acostuma! – Harry deu tapinhas nos meus ombros.
Assim que o carro parou na frente do pub, eu consegui escutar a música eletrônica alta sair de lá de dentro e perfurar meus tímpanos. Uma fila extensa se criava a partir da porta e eu me senti automaticamente mal por ver a roupa daquelas meninas: vestidos super curtos e salto alto. Eu estava de calça jeans e all star, isso não se aplicava ao estilo delas.
O porteiro abriu a porta para nós e eu fui a primeira a sair, esperando para que os meninos fossem na minha frente e eu não perdesse o rumo. Andamos até um cara grande na entrada, ignorando totalmente a fila. Harry procurou nossos nomes reservados na lista “vip” e o homem nos deixou entrar de primeira, mas em vez de seguirmos o caminho principal, subimos uma escada pequena ao lado dessa entrada. Passamos por uma cortina engraçada e por uma placa escrita “Área VIP” e quando me dei conta, estava de cara com uma pista de dança.
Eu não sabia bem sobre baladas, mas não fiquei surpresa ao entrar. Todas pareciam ter o mesmo padrão: a pista de dança bem no meio, um bar enorme no canto e um monte de sofás e mesas para as pessoas sentarem, ou se agarrarem, você decide.
– FESTA!! – Niall deu um berro.
– Quanta gente... – comentei preocupada – Nenhum paparazzo... – ou assassino – Não pode simplesmente entrar aqui e invadir a privacidade de vocês?
– Eles não podem entrar! É área VIP! Só tem famosos ou gente rica! – Louis me respondeu – E se tirarem a foto, ela não pode ser publicada, é lei.
Isso também se aplica a assassinatos?
– Certo pessoal! VAMOS DANÇAR! – Liam deu um berro, correndo para o meio da pista, sendo acompanhado pelos outros meninos... Menos Zayn.
– Não vai dançar? – ele me perguntou. Era a primeira vez que escutara a voz dele naquela noite... Ele estava estranhamente calado.
– Eu não danço! – respondi pausadamente – Vai você... Mas tome cuidado...
– O que poderia acontecer comigo numa pista de dança? – ele riu pelo nariz, tirando sarro de mim.
– Não podemos nos precipitar, Malik. – falei olhando-o séria. Realmente, nunca sabemos o que pode acontecer.
– Então eu vou lá... – Zayn deu de ombros, começando a caminhar em direção aos meninos – Mas só uma coisa... – ele se virou para mim, rapidamente – Você... Está linda hoje, Hope. –sorriu tímido, dando uma piscadinha de canto sexy e eu pude sentir minhas bochechas ferverem. Senhor, que piscada foi aquela?
– O... O... – como é mesmo que se diz? – O... Obrigada. – agradeci, mas ele não estava mais ali, já tinha ido pro meio da pista para aproveitar a música.
Tinha ficado sozinha. É, de um jeito ou de outro eu sempre terminava assim, por mais dramático que isso pudesse ser.
Caminhei em direção ao bar e me sentei em um dos bancos azuis almofadados. Comecei a batucar meus dedos sobre a bancada e depois de alguns segundos, um barman apareceu na minha frente enquanto secava um copo com um pano sujo.
– O que a bela dama vai querer? – ele perguntou e eu sorri fraco com o elogio descarado.
– Que tal um refrigerante? – perguntei, mais para mim mesmo do que para ele.
O barman riu debochado e segundos depois tinha um copo de refrigerante em minhas mãos. Eu preferia ficar apenas na minha e evitar beber... Primeiro porque eu não era uma bêbada agradável e segundo, eu tinha que ficar de olho em cinco meninos que já deviam estar na oitava garrafa de cerveja ou por aí.
Dei mais um gole na minha soda e mexi meus ombros no ritmo da música, observando a pista lotada de dança. Encontrei Louis e Zayn com os olhos e fiquei os observando dançar com um grupinho de garotas semi-nuas. Louis dançava bem, fiquei até surpresa, ele tinha um gingado... E uma bunda que só então foi reparada por mim. O viado tinha mais bunda que eu!
Zayn, por sua vez, era mais duro, fazia movimentos mais simples e digamos que mais sexys, mas não sei como explicar essa minha dedução. Ele segurava na cintura de uma garota e se mexia próximo demais a ela, passando as mãos por quase toda a sua lateral. Aquilo me dava repulsa. Era totalmente desagradável. No entanto, eu não conseguia parar de reparar em... Ele todo. Zayn usava uma blusa vermelha de manga comprida, um pouco justa no corpo, e uma calça jeans mais apertada que a minha. Seus cabelos baixos e a barba não feita o deixavam ainda mais bonito. Eu só não babava porque estava praticamente mordendo o copo vazio em minhas mãos.
Como alguém podia ser tão bonito? O jeito que ele mordia o lábio enquanto dançava com a moça me trouxe pensamentos que preferi afastar de minha mente. Era errado imaginar ele me tocando em vez daquela menina?
Meu Deus! Olha os tipos de coisas que eu estava pensando! Eu só podia estar enlouquecendo!
Virei meu corpo para o balcão e bati o copo com força sobre a mesa.
 – Quer saber – disse mais alto para que o barman me escutasse. Ele se virou para mim – Me dá logo um whisky! – falei confiante, jogando o copo de refrigerante em suas mãos.
– É assim que se fala!
O barman colocou um copinho de vidro no balcão e depois pegou uma garrafa transparente com um liquido marrom alaranjado. Ele encheu o copinho até a boca e eu sorri em agradecimento.
Um copinho não faria mal. Era só para tirar aqueles pensamentos da minha cabeça.
Segurei o copo de vidro forte nas mãos e levei até a boca, virando tudo garganta a baixo. O líquido desceu queimando, uma sensação já conhecida perfeitamente por mim. Lambi os beiços e deixei o objeto de vidro sobre o balcão, atraindo o olhar do barman novamente.
– Mais um? – ele me perguntou sorridente.
Olhei para o lado e agora a garota descia até o chão – sempre tem, viram? – na frente de Malik.
– Um duplo, por favor! – pedi para ele com certa urgência.
O copo encheu e quando me dei conta estava pedindo mais um, e outro, e outro, e outro, e outro, e de repente, tinha uma garrafa em minhas mãos. Como fui parar naquela situação? Eu não faço ideia. Mas eu estava começando a divertir... Ou pelo menos eu acho que estava, já que não parava de rir junto com o barman. Falávamos algo sobre bexigas urinárias e cachorros com câncer, não me recordo muito bem, mas era quase isso.
Um cara qualquer apareceu do meu lado e me chamou para dançar. Eu podia jurar que não queria dançar, então porque estava na pista de dança? Nada fazia sentindo, muito menos o jeito que eu me movia no ritmo de uma música desconhecida, mas ela era elgal.
Eu bebi mais um gole da garrafa em minhas mãos e acabei perdendo totalmente meus sentidos. Tudo girava, a música e minha própria risada pareciam estar em sintonia com as batidas do meu coração.Tudo parecia engraçado e divertido. Havia uma roda em minha volta, o colete não estava mais no meu corpo e eu sentia que era o centro das atenções, mas pela primeira vez na vida não me importei.
Eu não me lembro muito bem o que aconteceu depois disso, mas eu sei que eu estava muito, muito, muito feliz.


OLÁÁÁ GALERU!
Tudooo booom?
Postando agora pq ontem deu
um problema no meu computador e não deu
pra entrar aqui :( e como o cap
n tava no email n deu pra publicar por outro
lugar :( sorry.
MAAAS! To publicando hoje! YEEEY!
Avisando que publicarei outro amanha também
pq sexta vou viajar e não vai dar
pra colocar o 16, ok?
Booom, epero que tenham gostado!
Muitooooo obigada pelos comentários
e por tudo! Amo vcs <3
BOOOOOOOOOOM
Só isso!
Malikisses & Paynekisses
Lo <3










2 comentários:

  1. Elo, comosempre estou amando melhor fic do blog dvdd!
    Continuaaa

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