8/14/2014

Criminal Capítulo 30 - Get away



– VOCÊS NÃO ENTENDEM! – berrei, sendo arrastada por outros brutamontes – EU POSSO AJUDAR COM OS DESAPARECIMENTOS! POR FAVOR! ME ESCUTEM! – ouvi outro barulho de tranca e quando me dei conta, estava sendo jogada dentro da cela novamente.
Meu corpo foi parar no chão bruscamente e meu cotovelo sofreu com a pancada, nada muito grave, mas precisei fazer uma cara de dor bem convincente para que aqueles idiotas fossem logo embora, imaginando o quanto eu sofreria de dor pelo resto da tarde.
Um deles cochichou algo para o outro e logo a porta foi fechada e trancada do lado de fora, deixando o ambiente ainda mais escuro. Me levantei do chão, tirando o pó de minhas calças e dando uma olhada no molho de chaves que havia pego enquanto estava sendo carregada para aquele lugar novamente. Não deviam dar chaves para todos os seguranças, era um erro e tanto.
Fase 1, completa.
Peguei a chave menor com os dentes e levei-a até as algemas na minha mão, soltando-as. O metal caiu no chão e minhas mãos quase dançaram de alegria. Era horrível ficar com aquelas coisas metálicas na sua mão.
– Idiotas. – murmurei, rodando o objeto em mãos e me aproximando da porta.
Vamos, Clara. Temos pouco tempo.
Procurei a chave certa e lentamente passei minha mão pela pequena janelinha da porta, a única entrada de luz naquela cela. Fiquei na ponta dos pés, empurrando ainda mais meus braços até que pudesse sentir a fechadura com os dedos livres. Com dificuldade, girei a chave e fiquei tentando coloca-la no buraco por pelo menos cinco minutos. Quando finalmente consegui, inclinei ainda mais meu corpo sobre a porta e a girei, destrancando a fechadura e abrindo aquela prisão.
Fase 2, completa.
A porta fez um barulho desagradável quando a abri. De acordo com meus cálculos, tinham no máximo cinco guardas naquele corredor, se já não haviam escutado a porta sendo aberta, veriam uma loira com roupa amarela andando por aí.
E como o esperado, no segundo em que botei os pés para fora, um dos guardas correu desesperando em minha direção, quase se jogando em cima de mim. Ele me deu um golpe na barriga com seu bastão e depois me virou de costas, segurando minhas mãos com força, torcendo-as um pouco, devo dizer que propositalmente. Senti ânsia de vomito com a pancada na barriga e tive que me segurar para não revidar. Eu conseguiria acabar com esse idiota em três segundos.
– Temos uma fugitiva. – ele falou no aparelhinho dele.
Entendido. Aguardaremos na sala doze. – disse uma voz de volta.
– Sabe o que fazemos com aqueles que tentam fugir. – ele me perguntou, totalmente irônico e superior – Já vai descobrir, garota.
Ele começou a me empurrar em direção a tal sala doze, deduzi.
Fase 3, completa.
Passamos por todo o corredor, seguindo para aquele das portas grandes, exatamente para onde eu queria ir. Mais cedo, quando me levaram para a sala do detetive, reparei em uma espécie de elevador de carga que passava por aquele andar, no fundo do corredor. Pelas minhas experiências, sabedorias e por aquele ser o andar dos “perigosos”... E por eu não ter conhecido o refeitório, concluí que era por ali que enviavam a nossa comida e depois devolviam a louça suja. Então, daria, provavelmente para uma cozinha, onde eu esperava achar mulheres agradáveis que trabalham por caridade em uma prisão e que não tivessem armas de preferencia.
Mas era bom eu arranjar uma arma, para precaução.
Quando o guarda parou em frente a uma porta – com o número doze estampado nela – comecei a botar o verdadeiro plano em prática. Começando por minhas mãos que ele segurava, aproveitando que ele havia afrouxado a força – esses caras são tão idiotas que chega a doer –, puxei meus braços para trás, soltando-me dele. Sua cabeça virou-se rapidamente na minha direção e antes que ele pudesse reagir, virei meu punho em seu rosto, seguido de uma ajoelhada em sua barriga. Vingança. Ele tossiu, se inclinando e foi quando lhe dei um chute no rosto. Por fim, peguei sua mão e usei um truque, fazendo praticamente dar uma cambalhota no ar e cair com tudo no chão.
Escutei alguns barulhos e algo pulou em minhas costas, fazendo-me cair no chão juntamente ao policial. Era um dos brutamontes em cima de mim e junto com ele estavam mais uns cinco caras.
– Chamem um médico! – disse o brutamontes e eu bufei.
– Mereço. – resmunguei, jogando minha cabeça para trás e batendo-a no nariz do idiota em cima de mim.
Ele miou de dor. Ele se distraiu por dois segundos, mas foi o suficiente para que eu usasse toda a força existente no meu corpo para joga-lo para o lado e me levantar, chutando sua barriga logo em seguida. Os outros guardas vieram todos para cima de mim e recebi de cara um murro na costela, seguido de um chute forte no joelho. Senti uma dor forte invadir meu corpo e sabia que havia algo pior por vir. Eles eram tiras. Tiras não gostavam de criminosos. E quando surgia a oportunidade de nós apanharmos, eles não a deixavam passar.
Você tem que dar o fora daqui, Clara!
Usei uma de minhas vantagens: ser mulher. Me abaixei assim que vi que algo acertaria minha cara e acertei a primeira parte íntima que vi pela frente. Escutei um palavrão, seguido de um gemido de dor. O cara acertado deu um passo para trás, abrindo espaço para que eu saísse dali e corresse em direção ao elevador de carga.
Lá se vão meus planos de conseguir uma arma.
Quando estava próxima a meu ponto de chegada, escutei um barulho de tiro e vi uma bala passar perto do meu pé. Olhei para trás e vi os tiras com armas na mão. Lembra quando falei na oportunidade de bater em criminosos? A de matar era ainda mais desejosa.
Cheguei no elevador, tirando os pratos de sopa que deveriam ter subido a pouco tempo e jogando-os todos no chão. Entrei no buraco, agradecendo por ser magra o bastante para caber ali e apertei o botão do lado de fora para que minha carona descesse.
A última coisa que vi antes de descer, foram mais policiais chegando naquele corredor. Vários outros.
O elevador de carga acabou me levado para uma cozinha, como o esperado, cheia de voluntários alegres e que se acham bons, mas na verdade trabalhavam em uma prisão. Uma mulher berrou ao me ver e eu apertei rapidamente o botão para que o elevador descesse mais uma vez, e acabou me levando para uma garagem subterrânea.
Fase 4, completa.
...
A casa de Zayn não estava mais repleta de guardas, mas havia uma fita amarela cercando o lugar. Assim que estacionei o carro roubado ali na frente, tirei a blusa laranja, ficando com outra branca que estava por baixo. Olhei para trás só para ter certeza que havia realmente despistado os carros que me seguiram pelas ruas. Eu consegui deixa-lo para trás entrando em um beco e usando um atalho até aqui.
Saí do carro, andando até a casa e passando por de baixo da fita amarela. Tentei abrir o portão, mas estava trancado, então optei por escalar as grades e entrar dessa maneira mais inapropriada mesmo, meu dia inteiro estava daquela maneira, uma coisa a mais não faria diferença na minha vida.
Caminhei pelo jardim, subindo as escadas em direção a porta que, estranhamente, estava escancarada. Entrei na casa, vendo de cara vários objetos caídos, vasos quebrados, a sala completamente destruída. Minha boca se abriu em um “O” perfeito e eu senti algo subir por minha garganta. Era minha culpa. Era tudo minha culpa.
Antes que eu pudesse desabar, ouvi passos atrás de mim e me virei assustada, imaginando que já deveria ser algum policial que me encontrou. Em vez disso, vi um rosto conhecido, cabelos cacheados que estavam quase praticamente no ombro e olhos tão tristes e vazios como os meus.
– Harry! – suspirei, correndo até ele e me jogando em cima de seu corpo.
– Hope! – seus braços me envolveram com força, abraçando-me – Deus! Hope? O que está fazendo aqui? Onde estava? – ele me afastou pelos ombros.
– Harry, você está legal? – ignorei suas perguntas.
– Você acha que eu estou legal? – ele me encarou sério e temi que ele começaria a chorar ali mesmo – Eles... Eles... Eles...
– Eu sei. – falei rapidamente.
– Eu não devia ficar aqui... Eu tinha que ficar preso na minha casa, sendo vigiado 24h por dia! – seus olhos se encheram de lágrimas e ele passou a mão pelos cabelos – Mas eles sumiram, Hope! Eles sumiram! Podem estar mortos! E por que me largaram aqui? Por que não sumi também? – uma lágrima grossa escorreu por sua bochecha e ele voltou a me abraçar com força – Onde eles estão?
Tive que respirar profundamente para não começar a chorar ali junto.
– Harry – foi minha vez de afasta-los – Eu posso encontra-los. – falei, olhando fundo em seus olhos – Eu só preciso que você me diga como foi o ataque!
Harry fungou, limpando as lágrimas que ainda escorriam.
Não chore, Clara. Não chore. Não chore.
– Estávamos todos aqui na sala – ele começou, fungando a cada palavra – Niall falou que você tinha sumido e então tentamos ligar para você e... O Zayn nos encarou estático depois de um tempo, falando que você tinha terminado o namoro de uma semana com ele, pelo telefone...
– Tá, Harry, sem querer ser grossa, mas dá para pular essa parte? – mordi os lábios, começando a me sentir ainda pior.
– Enfim, – prosseguiu – Passou mais ou menos uma hora, e tentávamos anima-lo e quando ele disse que iria sair para ir atrás de você... Foi... Foi quando os caras entraram por aquela porta e... E eu só me lembro de ter levado uma pancada na cabeça e acordar dentro de uma ambulância. Então foi isso, fui liberado do hospital e me levaram para casa. Fugi pela janela e vim pra cá...
– Certo. – concordei – Vamos ver... Os caras estavam mascarados?
– Sim.
– A polícia achou alguma pista de onde eles podem estar? – perguntei, indo em direção as escadas e subindo para o segundo andar, para Harry ao meu encalço.
– Não.
– Nenhum suspeito?
– Não.
– Nem uma digital? – entrei no quarto que estava hospedada e arranquei o lençol do colchão.
– Não... O que você está fazendo?
Puxei o colchão para fora da cama, revelando uma maleta que eu tinha deixado ali quando me instalei no quarto. Eu meio que havia esquecido de pega-la para levar embora, o que podia me causar uma baita de uma confusão se aquilo não estivesse acontecendo no momento. Puxei a maleta, abrindo-a e revelando três armas pequenas. Vi os olhos de Harry se arregalarem.
– Eu sei como encontra-los. – falei, prendendo um suporte na minha cocha.
– Hope... Por que você tem armas embaixo do colchão?
– Por que você não tem? – perguntei de volta, não querendo responder aquela pergunta.
– Ok... – Harry deu um passo para trás – E como você sabe encontra-los.
– Eu instalei um chip no celular de Zayn há algum tempo... Paul também instalou, só descobri mais tarde. De qualquer maneira, TODOS vocês, inclusive Paul foram burros de não se tocarem disso. – carreguei uma das armas, colocando-a no suporte.
– Isso é sério? Então vamos avisar o detetive!
Soltei uma gargalhada fraca, carregando a outra arma e colocando em outro suporte.
– Harry, não podemos. – falei – Isso é mais complicado do que imagina. E meio que os policiais estão me odiando no momento... E sem mim, vocês não conseguirão nada. – peguei a última arma e joguei para Harry.
– Eu não vou atirar em ninguém! – ele falou rapidamente.
– Vai sim! – joguei a munição – E essa arma é para dardos tranquilizantes.
– Oh... As suas também são?
– Hm... Claro. – mordi os lábios – Vamos!
– Espere... Hope! O que raios está acontecendo aqui?
Olhei os olhos verdes confusos de Harry, ele parecia desesperado.
– Pra começar, não me chame de Hope... – puxei uma das armas, carregando-a e fazendo o mesmo com a outra, para que eu precisasse apenas puxar o gatilho na hora necessária – Me chame de Clara.



Ooooooooooooe minhoquinhas lindas <3
Tudo boooooom?
MAIS UM CAPÍTULOOO!
Gostaram? :)
Espero que sim! O próximo será
emocionate!! 
Me desculpem se tiver algum erro, to
com uma gripe horrível e fiquei com preguiça
de revisar! Sorte de vocês que esse cap
estava praticamente pronto
pq se não não ia nem publicar!
Parece que a gripe afetou meu
lado criativo de ser!!!!
Chega de drama, certo, Eloisa?
Certo!!
Bom MUUUUUUUUUUITO obrigada pelos comentários <3
Lembrando, não posto todo dia, é apenas
de segunda e quinta, para que dê tempo
de eu escrever (respondendo para
uma linda anonima), ok?
Só issso!
Beijos,
Lo.

14 comentários:

  1. Continua xoxo isabel

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    1. Criei dois rios de lagrimas kkkk o outro vai ser emocionante ai q vo criar 83883 rios de lagrimas kkkk u.u Niall deve ter matado o cara de tanto pergunta " vai ter comida " kkk fico me imaginabdo aq Niall estresando la, e Louis kk dando patadas neles kkk u.u continuuua .. xoxo isabel .. esqeci de por em cima

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    2. Aqele dia la do cap anterior escrevi mo texto no comentario aiifui publica aq kk deu errro u.u kk net caiu

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  2. Crl continua morri aiaiai continua S.O.S

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  3. continuaaaaa ai mdss continuaaa mds cont.... antes q eu morra

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  4. Tem que ter segunda temporada kk quem concorda diz ae xoxo Julia

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    1. Eu concordo xoxo Sah

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    2. Eu concordo plenamente XoXo Tchay

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    3. Eu tbn kk xoxo isabel

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  5. Precisa de ADM? Alguem podia ir postando quando voce nao posta ;/ assim nao ficamos sem ler ;/ .. abre vagas por favor . Bruh

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  6. Ah Elo continua logo ta super divo que do Harry,e oq aqueles caras fizeram com meu Zazz?e o meu Nini?e bom nao terem machucado eles pelo amor continuaaa

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  7. Amei continuaaaa!!! <333

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  8. Elo me passa seu numero? Xoxo isabel

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  9. Aaah jesus vc precisa continuar

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