6/02/2014

Criminal Capítulo 3- Here we go again





Londres, Inglaterra.

– Suas malas, senhorita! – um homem alto e magro, com uma roupa engraçada, me entregou as malas grades de ombro.
Agradeci com a cabeça e joguei todo aquele peso no meu corpo, carregando a bolsa onde Chanel estava com as mãos. Caminhei para fora do aeroporto, sentindo um vento cortante atravessar meu rosto. Não chagava a ser como Nova Iorque, mas era frio, muito frio.
– Hey, Clarinha! – a voz grossa de Alfred me chamou a longe.
Ele estava encostado em um carro preto esportivo. Suas roupas eram as mesmas: terno, gravata e as butinas pretas masculinas. Ele sorriu para mim e abriu o lado do passageiro, fazendo um sinal para que eu me aproximasse e entrasse.
– Vejo que voltou a cor natural! – disse assim que alcancei o carro – Prefiro assim! Me faz lembrar você pequena.
– Alfred, por favor – resmunguei – Pra onde vai me levar?
– Para um hotel cinco estrelas aqui perto! – respondeu guardando minhas malas no porta-malas – E então? Como se sente?
– Normal.
– Normal? Faz três anos que você está sem fazer isso e se sente normal?
Não, eu não me sentia normal. Estava com uma mistura de medo com ansiedade. Missões eram como jogos de família para mim. Cresci aprendendo a atirar facas, e não foi tão fácil me afastar de tudo isso, e bem quando já estava mais acostumada, meu ex-parceiro decidiu aparecer e me por de volta em tudo isso. Não que eu não tivesse escolha, mas devido minhas circunstâncias, eu precisava da grana.
– Sim.
– Ah, você perdeu seu senso de humor, viu? Vamos, entre logo no carro, querida!
– Nunca tive senso de humor, Alfred.
– Ah, tinha um pouquinho! Vai dizer que nunca achou minhas piadas engraçadas?
– Não. Elas são idiotas. – reclamei entrando no carro.
– Idiotas? Elas são clássicos, okay? – respondeu, entrando pelo outro lado.
O caminha para o hotel foi silencioso. Não queria falar e Alfred respeitava minha opinião. Eu estava cansada da viagem e pensava em todas as coisas que planejara para que aquele assassinato fosse o mais rápido de minha carreira.
Quando o carro parou, pude desfrutar da linda visão do hotel. Deveria ter pelo menos 20 andares, ou até mais. A entrada era forrada por um tapete vermelho; tinham vários fotógrafos ali parados – esperando alguém, pelo que parecia – e a porta de vidro giratória era contornada por luzes de primeira linha. Pessoas com roupas chiques e caras saíam dali, com seus pequenos cachorrinhos de madame. Torci o nariz.
– Tá de brincadeira que eu vou ficar aqui. – falei enojada.
– Vai sim. – disse Alfred, olhando para o mesmo local que eu – Terá uma festa de caridade nesse hotel essa noite. Adivinhe quem estará lá? – ele falou cantarolando.
– Entendi – suspirei, jogando minha franja loira para trás.
– Me encontre no saguão ás 20h! Seu nome é Hope Campbell. O vestido já está no seu quarto!
– Certo... – abri a porta, saindo do carro – Valeu, Alfred.
– Disponha!
Peguei minhas malas no porta-malas e vi o carro esporte preto se afastar pela rua. Virei meus calcanhares e fui em direção a entrada do hotel, passando pelo tapete vermelho aveludado. Passei pela porta, ignorando os olhares ofensivos de algumas pessoas e fui direto ao balcão, dando meus dados falsos para pegar a chave de meu quarto.
– Terceiro andar, senhorita. Espere que chamarei alguém para te acompanhar! – falou a balconista. Ela tinha uma pinta estranha na testa e seus cabelos estavam encharcados de gel.
– Obrigada.
Esperei um pouco e um homem barbudo veio pegar minhas malas. Segui-o até meu quarto no terceiro andar e agradeci quando ele colocou minhas malas sobre a cama, ao lado de uma caixa marrom com um laço dourado. Tinha um cartãozinho branco grudado na tampa.
– “Achei sua cara! Combina com seus olhos... Até mais tarde! Com amor, A.”. Hum... – abri a caixa, vendo um tecido fino azul escuro dobrado delicadamente.
Um sorriso involuntário saiu do meu rosto. O vestido era realmente muito bonito e a cor era a mesma de meus olhos. Agradeceria Alfred mais tarde!
Abri a minha bolsa e deixei Chanel sair para passear. Ela miou brava e saiu correndo pelo quarto, entrando em algum cômodo que não fiz questão de ver. Abri as outras malas. Uma tinha algumas roupas e sapatos, e a outra estava meu computador e alguns livros que comprei no dia anterior.
– Muito bem... Vamos ver...
Liguei o computador e abri na página que deixara salva. O nome da banda estava estampado no site, assim como uma foto enorme. Passei meus olhos por cada um, lembrando-me dos nomes automaticamente. Tinha estudado a noite inteira para isso, porque, cai entre nós, não são nomes tão fáceis de decorar. Louis, Harry, Niall, Liam e... Zayn. Minha vítima.
Olhei para o relógio ao lado da cama. Marcava 18:30h.
Dei um pulo da cama e entrei no banheiro, colocando a banheira para encher. Enquanto a água quente caía no recipiente, voltei para o quarto e parei por um instante tentando lembrar onde Alfred colocava os equipamentos.
– Miau. – Chanel miou, passando pelos meus pés e entrando em baixo da cama.
Em baixo da cama?
– Chanel! Você é um gênio!
Agachei meu corpo, apoiando a barriga no tapete e observando em baixo da cama. Como o previsto, uma mala pequena de viagem preta estava ali. Puxei-a para o meu lado e abri o zíper com pressa, encarando todos os tipos de armas e equipamentos que poderiam existir. Armas, facas, aparelhos comunicativos, patinho-de-borracha-explosivo (um dos meus favoritos) e fraquinhos com alguns líquidos e pós.
– Veneno. – sussurrei para mim mesma, pegando um frasquinho pequeno e observando o líquido transparente que ali havia.
Totalmente decidida, deixei o fraquinho em cima da cômoda e voltei ao banheiro para tomar meu banho quente de banheira. Deveria ser meu primeiro banho de banheira em três anos... Confesso que sentia falta do luxo que uma “criminosa” pode ter. E naquele instante, a única coisa que podia fazer era aproveitar, já que depois desse assassinato, eu voltaria para a minha chata vida pacata em Nova Iorque.
Após banho tomado, vesti o roupão do hotel que estava sobre a pia e fui a busca de um espelho para me maquiar. Peguei as poucas maquiagens que tinha e passei uma base comum, lápis de olho, rímel, uma sobra preta e, por fim, um batom vermelho que realçava meus lábios e meus olhos.
Vesti o vestido azul que Alfred mandou, junto com o único salto alto que me sobrara, e sequei meu cabelo, fazendo uma trança mais bem feita de lado. Peguei uma bolsinha de mão e joguei o frasquinho venenoso lá dentro, junto com luvas, grampos e outras coisas que meninas da sociedade guardariam em sua bolsa.
– Miau.
– Obrigada, Chanel. Também acho que ‘to linda! – sorri pra ela, que apenas me encarou feio em resposta – Gata rabugenta.
O relógio marcava já 19:50h, então me aprecei e saí do quarto em direção ao saguão de entrada. Como o esperado, várias pessoas bem vestidas andavam para lá e para cá, procurando o salão principal, onde seria o evento de caridade.
– Clara! – virei meu corpo em direção a voz que chamara meu nome.
– Alfred? – enruguei meu cenho e segurei a risada entalada na garganta – Que roupa ridícula é essa?
Alfred estava com uma espécie de turbante na cabeça. Usava uma camiseta longa que ia até os calcanhares e se não o conhecesse, graças a essa roupa e a barba grisalha, diria que ele era um árabe perdido em Londres.
– Estou caracterizado para a festa, okay?
– Você tá horrível! – segurei a risada mais uma vez.
– Mas vai ser o senhor Horrível aqui que te fará entrar na festa!
– Tá, foi mal!
– Falando em festa – mudou de assunto, olhando para mim toda – Você está linda, Clarinha!
– Obrigada. – respondi indiferente. Nunca sabia reagir a elogios.
– Vem! Temos que ir, o salão é por ali!
Lá vamos nós.


Oláááá, minhoquinhaaaaaaaas!
Tudooooooo boooom?
Gostaram do cap???
Juro que o próximo tá mais legal, JUROOOO!
Eu sei pq já estou escrevendo u.u
Bom, muuuuuuuuuuuuito obrigada pelos comentários!
Eu realmente espero que tenham 
gostado e é isso.
Cara, eu to c tanto sono q nem
notas finais to conseguindo escrever direito.
To com frio também.
E fome.
Tbm to com gases, mas isso é um caso
mais pessoal huehueheu
ZOA!
Enfimmmmmmm, é só isso mesmo!
Meu tt pra qm perguntou: @standforziam
Amo vcs <3
Malikisses & Paynekisses
Lo <3


3 comentários:

  1. Pelos deuses, se vc não continuar eu mando Zeus jogar um raio na tua cabeça, muié!
    Elena

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  2. Continua!! Por favor!!

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