7/03/2014

Criminal Capítulo 13 - Friends




Zayn estava deitado a minha frente. Ele dormia tão sereno, tão calmo e seguro que desejei estar em seu lugar, invejei o como ele conseguia dormir tão bem, tão profundo, entretido em seus melhores sonhos já sonhados. Seu peito subia e descia por de baixo da coberta e falta de sua camisa me deixava desconfortável. Eu me sentia uma adolescente encarando a cena em que Taylor Lautner fica sem camisa em Crepúsculo.
Depois de inventar uma boa desculpa por ter aparecido totalmente “destruída” – falei que havia caído feio de queixo no chão quando fui buscar o “quite de primeiros socorros”, tão feio que até acabei luxando o pulso – fomos para o hotel e eu insisti que ficaria cuidando de Zayn até que ele melhorasse. Os meninos queriam leva-los ao médico, mas eu não permiti, eles provavelmente fariam um exame de sangue e veriam o resquício de veneno em suas veias.
Inventei outra desculpa para que soubessem onde havia aprendido a fazer aquela espécie de “remédio caseiro para alergias de insetos venenosos”. Uma vez, numa missão, fui infectada por um dardo venenoso e quando já estava praticamente pra morrer, um líder de uma tribo qualquer me encontrou no meio do mato, caída e me levou para sua cabana. Lá ele me deu essa mistura nojenta e me explicou mais tarde no que ajudava. Precisávamos no veneno em si, adiciona-lo em água, pimenta e vinagre. A pimenta com o vinagre agiria em conjunto no sangue, eliminando o veneno das veias antes que ele atinja o coração. Tínhamos que beber só para vomitar mesmo e garantir que nada que estava dentro de nós quando o veneno foi injetado continue ali.
Ele se remexeu na cama, ficando de costas para mim. Me levantei, indo até ele e encostando a mão em sua testa, garantindo que a pouca febre tinha realmente ido embora. Ele estava bem, e eu me sentia bem por ele estar bem, isso era fato.
Caminhei até a porta, saindo do quarto do hotel sem fazer barulho para não acorda-lo. Andei alguns passos pelo carpete do corredor, decidindo ir para a piscina junto com os outros.
Quando me aproximei do elevador, senti algo tampar minha boca e puxar meu corpo para trás. Desesperada, comecei a me debater, tentando me soltar de seja-la-quem-for que estava me arrastando.
– Fica quieta, Clara! – a voz de Alfred soou em meus ouvidos e quando me dei conta, estava dentro de um armário de limpeza, encarando meu parceiro.
– Alfred! – exclamei, pulando em seus braços para um abraço – Que bom te ver!
Falei com sinceridade no coração e ele retribuiu o gesto.
– Que bom que está bem, Clara. – ele me afastou, encarando meu rosto.
Sua expressão passou de naturalmente simpática para séria. Eu sabia o que tinha por vir, eu levaria uma bronca dele e uma das feias, e sinceramente, não fazia a mínima ideia de qual seriam meus argumentos.
– Clara...
– Já sei, já sei, já sei... Você veio aqui para me dar bronca.
– Clara! Já faz quase três semanas que você está nessa!
– Olha eu sei, mas...
– Não venha me falar que está se enturmando entre eles! Eu andei te espionando, Clara, e você nem tentou mata-lo nas horas que teve chance!
– Eu... Você andou me espionando? Não confia em mim, Alfred? – perguntei indignada, perplexa... Pra falar a verdade, acho quem nem eu mais confiava em mim.
– Nas circunstancias que estávamos, não dá para confiar! – ele falou bravo, sério, nervoso. Não gostava de vê-lo daquele jeito – Por que não o matou ainda, Clara? O que está esperando?
– Talvez... Talvez eu tenha perdido a habilidade. – dei de ombros, cruzando meus braços e olhando para as caixas que tinham ali.
– Não me venha com essa! Você não perdeu a habilidade, Clara, só está com frescura!
– Eu não estou com frescura!
– O que você fez em seu pulso? – ele perguntou mudando completamente de assunto – O que aconteceu? – olhei para meu próprio pulso enfaixado – Você está com um roxo na bochecha, Clara! Se meteu em briga com quem?
– Eu não briguei com ninguém, eu só...
– Eu não sou idiota! As pessoas já sabem, não sabem? Estão atrás desse cantorzinho de merda! Essa droga de banda está acabando com a nossa missão! Você precisa largar de ser boba e matar logo ele... Se fosse eu, já teria matado todos esses idiotas, Clara!
– Não fala assim deles!
Pera.
Oi?
Vocês acreditariam se eu falasse que fiquei surpresa com minhas próprias palavras? Eu estava simplesmente... Chocada? Confusa? Achando que estava ficando louco? Meus olhos se arregalaram no máximo que podiam e eu não conseguia acreditar no que tinha acabado de acontecer... Eu os havia defendido.
– O que você disse? – Alfred inclinou a cabeça, tão chocado quanto eu.
– Eu... Eu... – eu havia defendido eles. Eu me senti brava quando Alfred xingou Zayn, e muito mais quando xingou os meninos, mesmo sendo xingamentos leves, eu me senti um pouquinho irada – Eu falei para não falar assim deles. – repeti, não sabendo de onde consegui coragem para repetir aquilo.
– Clara. Você só pode estar de brincadeira comigo! – Alfred passou a mão no rosto, irritado – Era uma coisa tão simples! Tão simples! – ele começou a elevar a voz – Sabe o quanto essa grana seria boa para a nossa companhia! Poderíamos expandir! Sair da Rússia e ir para outros lugares além da Eurásia! Poderíamos crescer tanto que seriamos capazes de dominar a Europa inteira! – ele falava com tanta admiração que comecei a ficar espantada.
Dominar a Europa?
– Alfred! Isso é a vida real, não um desenho animado! Apenas fazemos os serviços sujos que os outros não conseguem! Fazemos só aquilo que prejudicará aqueles que esnobaram da nossa nação.
– Clara... Nosso intuito mudou faz muito tempo... – Alfred riu – E você está a ponto de estragar tudo em segundos! Jones não vai ficar feliz com tudo isso! – Jones... Era o presidente na agencia, fazia um tempo que eu não ouvia esse nome – Ou você mata logo esse menino, ou eu mesmo mato!
– Olha, eu to pouco me fodendo pra que o Jones pensa! – falei brava, jogando os braços para cima – E to pouco me fodendo pro que você pensa! Isso é loucura! Dominar o mundo? Alfred, acorda! Isso já está passando dos limites... Isso não é a droga de um filme de super herói. Isso é a vida real e se dominar o mundo é o que vocês pretendem, eu prefiro ficar fora disso! Prefiro voltar a ser garçonete! – andei até a porta, colocando minhas mãos na maçaneta – E você quer saber o porquê de tê-los defendido? Porque eles são meus amigos! – aquela afirmação foi mais para mim do que para ele – Porque eu finalmente achei pessoas que gostam de verdade de mim! Pelo o que eu sou!
– Pelo o que você é, Clara? – ouvi sua voz seca atrás de mim – Ou devo dizer Hope?
Umedeci meus lábios, sentindo uma estranha sensação de raiva percorrer pelas minhas veias. Optei por não dizer mais nada e abri a porta, saindo da droga da dispensa de materiais de limpeza, deixando Alfred para trás e indo diretamente para o quarto de Zayn, garantindo que NADA aconteceria com ele naquele dia. Nada.
E ele continuava lá. Sereno. Dormindo. Nem imaginando quantos problemas o cercavam.


OLAÁÁÁÁÁ
Tudooooo beeeeeem?
Mais um cap para vcsss!
Esse ficou meio chatinho, maaaas
o proximo vai estar melhor, juro!
MUUUITO obrigada pelos
comentários <3
Eu não vou falar mto pq
to com um pouco de pressa 
aqui!
Então só isso.
ATÉ AMANHA!
Malikisses & Paynekisses
Lo <3



2 comentários:

  1. Continua por favor, está simplesmente perfeito!! *-*

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  2. Continuaaaaaaaaaaa ai mds continua logoo

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